segunda-feira, 21 de maio de 2012

GOVERNADOR MARCONI PERILLO, FALA DO DIA INTERNACIONAL CONTRA HOMOFOBIA EM SOLENIDADE DA EDUCAÇÃO.


GOVERNADOR MARCONI PERILLO, FALA DO DIA INTERNACIONAL CONTRA HOMOFOBIA EM SOLENIDADE DA EDUCAÇÃO.

Em solenidade no Palácio das Esmeraldas, no último dia 18 de maio, o Governador Marconi Perillo, congratulou o Conselho Estadual de Educação, pelos seus 50 anos de contribuição ao Sistema Educacional Goiano e dentre os adjetivos que escolheu ressaltamos um trecho significativo na conquista de direitos da população de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT), que teve na atuação rigorosa do Fórum, a aprovação em unanimidade do Uso do Nome Social das Travestis e Transexuais no ambiente escolar; Perillo ainda lembrou aos presentes que no dia anterior comemoramos o dia Internacional e Estadual de Combate a Homofobia.

Clique aqui e ouça o áudio do evento entre os minutos: 9:16 e 10:09 e confiram!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Conselho Estadual de Juventude toma posse

Goiás
Conselho Estadual de Juventude toma posse
Exatamente três meses após a recriação do órgão, os membros são oficialmente empossados
Ângela Scalon
O Conselho Estadual da Juventude é formado por 30 membros, sendo 15 representantes de pastas do governo e 15 de entidades da sociedade civil

Marcos Nunes Carreiro

O Conselho Estadual da Juventude, recriado no dia 17 de fevereiro pelo governo do Estado, foi oficialmente empossado nesta quinta-feira, 17, em solenidade no auditório Mauro Borges. O conselho é formado por 30 membros, sendo 15 representantes de pastas do governo e 15 de entidades da sociedade civil. Durante o evento o governador Marconi Perillo (PSDB) também assinou o projeto de lei que institui o Passe Livre Estudantil.

Uma dessas entidades que irá ocupar uma cadeira no conselho é a UJS-GO (União da Juventude Socialista em Goiás). Quem representará a instituição no conselho será sua presidente, Erveline Batista, que falou sobre as funções das entidades civis nas atividades do órgão. “O perfil da juventude brasileira mudou ao longo dos últimos oito anos. A juventude, hoje, é formada pelos filhos da classe trabalhadora. E é esse jovem que está nas universidades e que tem o poder de consumo. Mas a realidade política ainda não está adaptada para ele. E nossa função é trabalhar nesse sentido”, declarou.

E essa juventude quer, segundo Eduardo de Oliveira, outro conselheiro a tomar posse, “boa educação, ampliação no mercado de trabalho, a juventude quer simplesmente poder viver. Essa é a grande questão da juventude hoje, pois ela não quer posições para o futuro, mas para o agora”. Eduardo declarou ainda que o conselho é um espaço de reavaliação onde a sociedade e o governo irão pensar políticas púbicas para a juventude. Iremos pensar nas políticas públicas e fiscalizar as já implementadas. O objetivo é pensar na juventude com o olhar dela”, terminou.

A presidente do Conselho Nacional de Juventude, Angela Cristina Santos Guimarães, precisou sua alegria de participar da posse do conselho estadual e disse que a parceria entre a sociedade civil e poder público é fundamental para a definição de políticas públicas. “Essas políticas visam melhorar a qualidade de vida dos jovens de Goiás e, efetivamente, definir prioridades que venham atender e garantir direitos aos jovens. Durante muitas décadas a juventude foi negligenciada pelo Estado, mas estamos vindo num crescente nessa última década e com nossa participação garantimos o pleno emprego da democracia”, relatou.

Depois de dar sugestões aos deputados estaduais presentes, o governador Marconi Perillo (PSDB) saudou a todos os conselheiros empossados e disse que tem plena confiança no trabalho deles. “Tenho certeza de que eles irão encontrar alternativas para ajudar o segmento a superar as dificuldades e garantir a participação ativa de todos no debate sobre rumos e perspectivas”, afirmou.

Dia Internacional Contra a Homofobia

O dia 17 de maio é tido como o dia internacional contra a homofobia, pois nesse dia no ano de 1990, a OMS (Organização Mundial de Saúde) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. E por esse motivo, somado às solenidades de políticas para a juventude no auditório Mauro Borges, algumas organizações se manifestaram em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, pedindo mais respeito aos homossexuais.

O assessor da prefeitura de Goiânia para políticas de igualdade racial, José Eduardo Silva, disse que a luta é importante no dia em que o governo anuncia políticas públicas para a juventude goiana. “A luta é importante e justa. E hoje, nós vamos realizar uma audiência pública no IFG (Instituto de Educação Tecnológica de Goiás) com o tema ‘Goiânia contra a homofobia’, em que vamos discutir sobre a violência contra homossexuais”, disse.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Marcha Estadual Contra Homofobia, Participe!!!

Em 17 de maio de 1990, Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou o código 302.0 do CID - Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, e nem perversão”, tornando a data, marco mundial do combate à homofobia. Em Goiás, desde 2009, possuímos a LEI Nº 16.659, que institui o Dia Estadual de Combate à Homofobia.

HOMOFOBIA: palavra grega fobia (medo) com o prefixo homo (igual) caracteriza a violência, aversão e o resultante desprezo contra as LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS que alguns indivíduos sentem.

No Estado Brasileiro a não execução de políticas públicas inclusivas, nas esferas municipal , estadual e federal, em particular nas áreas da Educação, Segurança Publica, Saúde, e Assistência Social, associados a um LEGISLATIVO ineficiente e um JUDICIÁRIO omisso, fortalecem aos homofóbicos e só corrobora com os dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgados em 2011, que a região Centro Oeste, detém 10% dos crimes homofóbicos.

Ainda de acordo com o GGB (2011), 43% dos homossexuais foram mortos a tiros, 27% com facas, 18% vítimas de espancamento ou pedrada e 17%, sufocados ou enforcados. Vários destes crimes revelam o ódio, ou seja, a homofobia, sendo praticados com requintes de crueldade, tortura, empalamento, castração.

A violência homofóbica (Lesbofóbia, Transfóbia, Travestifobia) seja ela institucional ou privada não ceifa apenas a vida daqueles que foram mortos, mas atinge também pais, mães, filhos, amigos que querendo ou não, também tem suas vidas interrompidas por atos de intolerância, vergonha e repudio.

A homossexualidade não tem cura o preconceito, sim!!! Políticas Públicas LGBTT, já!!!!

Serviço: Manifestação / Ato Público – Marcha Estadual de Combate a Homofobia

Data: 17de Maio de 2012

Local: Em frente ao Palácio Pedro Ludovico –

Contatos:

Grupo Oxumarê – Direitos Humanos de Negritude e Homossexualidade

Dudu Oliveira – (62) 9605-7361 – duca2002@gmail.com

Associação Ipê Rosa – 17 anos na luta LGBT

Marco Aurélio – (62) 9624-8831 – maoxumare@gmail.com








The New York Times: Para alguns, apoio ao casamento gay é postura pessoal e não política

Para alguns, apoio ao casamento gay é postura pessoal e não política

The New York TimesHelene Cooper e Jeremy W. Peters
Em Washington (EUA)

  • Olivier Hoslet/Efe

Alguns de seus melhores amigos revelaram que eram gays.

Ou uma filha, no caso de Dick Cheney. Ou um amigo íntimo, no caso de Jon M. Huntsman Jr. Ou alguém que estava sentado ao seu lado, no caso do legislador de Maryland Wade Kach.

O fato de o presidente Barack Obama abraçar o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo na semana passada desencadeou instantaneamente especulações sobre as possíveis implicações políticas disso, mas deixou de lado um ponto mais sutil. Como tantos outros norte-americanos nos últimos anos, os políticos estão se deixando influenciar menos por questões partidárias, religiosas ou raciais em relação ao apoio a maiores proteções legais para os gays, dizem tanto liberais quanto conservadores.

Em vez disso, trata-se de uma questão mais pessoal.

“Se você não conhece ninguém que é gay, então leva uma vida alienada”, disse Theodore Olson, ex-procurador geral do presidente George W. Bush que apoia o casamento gay. Mas, acrescentou ele, quando “você descobre que a Maria do outro lado da rua é lésbica e está com a Sandra e pensa em como seria se elas não pudessem estar juntas”, daí você muda de ideia.

Durante o movimento pelos direitos civis, muitos brancos do norte --incluindo alguns que nunca tinham interagido com pessoas negras-- juntaram-se aos afro-americanos para lutar pelos princípios dos direitos iguais, com frequência se opondo aos sulistas brancos que haviam vivido entre os negros a vida toda, mas não viam nada de errado em ter leis diferentes. Os princípios pareciam vir antes da experiência pessoal em muitos casos.

Com o movimento pelos direitos homossexuais, parece que acontece o oposto. Embora existam muitas pessoas que apoiem os direitos dos homossexuais porque estão alinhados com suas visões pessoais ou políticas, para muitas outras sua abordagem do tema é experiencial e se resume a uma questão simples: conhecer um casal assumidamente homossexual. Na verdade, pode parecer que existem dois Estados Unidos no que se refere aos direitos gays: um no qual os casais de pessoas do mesmo sexo interagem normalmente com os heterossexuais, ajudando a atenuar as impressões sobre a homossexualidade, e outro no qual ser gay ou lésbica continua sendo algo que não é muito discutido.

Veja Maureen Walsh, por exemplo. À noite, Walsh administra o Onion World, um restaurante de salsichas em Walla Walla, Washington, com sua família. Mas, de dia, ela é uma representante republicana de um distrito da parte conservadora do sudeste do Estado. Ela disse que não tinha problemas com uniões domésticas para casais do mesmo sexo. Mas, no que dizia respeito ao casamento, ela era contra. Então ela começou a pensar sobre sua filha de 26 anos, que recentemente saiu do armário.

“De uma forma egoísta eu pensei que isso era uma afronta para minha filha, que merece uma coisa que todo mundo tem nesse país”, disse Walsh numa entrevista, lembrando-se de que sua decisão de votar a favor da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em Washington em fevereiro, foi mais um impulso materno do que fruto de um raciocínio político ou ideológico. “Foi egoísmo, mas foi motivado por amor”, disse ela. “E eu prefiro errar do lado do amor, você não?”

Situação parecida com a de Terre Marshall, uma delegada republicana do Havaí e palestrante profissional que frequentava uma igreja predominantemente negra em Boulder, Colorado, que defendia --como ela também, na época-- a visão tradicional do casamento entre homem e mulher. Cerca de uma década atrás, Marshall recebeu uma notícia bombástica: um telefonema choroso de sua melhor amiga e sócia, que revelou que era lésbica e que havia terminado o relacionamento com a mulher que Marshall acreditava ser apenas uma colega de casa, e não sua namorada. “Como eu pude não ter percebido algo tão importante em relação à minha melhor amiga?”, disse Marshall.
Na mesma hora, disse ela, qualquer oposição que tinha contra os direitos dos homossexuais se dissolveu. “Eu percebi que não dava a mínima importância para sua sexualidade. O que importava era a nossa amizade.” Não levou muito tempo para Marshall passar a apoiar o casamento gay.

Mesmo alguns que já consideraram a homossexualidade amoral se disseram surpresos ao descobrir quão rápido suas percepções mudaram depois que foram obrigados a colocar um rosto numa situação que antes consideravam apenas no sentido abstrato.

Kach, o delegado estadual republicano de Maryland, deu um voto crucial para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no Estado no início deste ano. Numa entrevista, Kach lembrou que há não muito tempo atrás ficou enraivecido quando o jornal local colocou uma foto de um casal gay com um filho na primeira página para uma matéria sobre o dia dos pais. “Eu fiquei absolutamente horrorizado”, disse ele. “Não pensei neles como um casal. Pensei neles como pessoas que estavam fazendo... a atividade homossexual”, disse ele com uma pausa.

Então ele foi a uma audiência legislativa sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo em fevereiro. Como chegou tarde, teve de se sentar ao lado da mesa das testemunhas, onde se viu lado a lado com os casais gays que estavam testemunhando. Um era um pastor cujo parceiro estava doente de câncer, disse Kach. “Estava sentado lá observando o homem doente afagar as costas do que estava testemunhando”, disse ele. “Eu só vi o amor e a devoção que eles tinham um pelo outro.”

Huntsman, ex-candidato presidencial republicano e governador de Utah, disse que sua posição de apoiar as uniões civis se fortaleceu em 2007 depois que um parceiro gay de um amigo próximo foi proibido de entrar na sala de emergência em que o filho do amigo morria depois de um acidente numa gangorra. “Você não pode passar por algo assim sem dizer: 'onde está a justiça'?” disse Huntsman, que é mórmom, uma religião que condena fortemente a homossexualidade.

Mitt Romeny, que também é mórmom, não apoia as uniões civis ou o casamento homossexual. No Capitólio, a representante Nan Hayworth, republicana de Nova York, que entrou no congresso numa onda de apoio ao Tea Party, tornou-se uma entre um pequeno punhado de republicanos que se juntaram ao comitê de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no congresso. Seu filho é gay. E a representante Ileana Ros-Lehtinen, republicana conservadora que representa muitos eleitores gays num distrito que vai de Miami até Flórida Keys, tornou-se a primeira co-autora da lei para revogar o Ato de Defesa do Casamento.

O juiz Lewis Powell, do Supremo Tribunal dos EUA, foi talvez uma das figuras públicas mais famosas a mudar de ideia em relação aos direitos dos homossexuais. Ele votou em 1986 para sustentar uma lei que considerava a sodomia um crime, dizendo a seu assistente legal na época: 'acho que nunca conheci um homossexual'. O funcionário, que era gay, respondeu: “Com certeza você já conheceu, só não sabe quem eles são.”

Tempos depois Powell disse que se arrependeu de seu voto.

Tradutor: Eloise De Vylder

terça-feira, 17 de abril de 2012

Grupo Oxumaré e Associação IPE ROSA compõe CONJUV/GO





SOCIEDADE CIVIL RECOMPÕE O CONSELHO DE JUVENTUDE DE GOIÁS

Reunidos hoje (17) pela manhã, no auditório do 9º Andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, organizações da Sociedade Civil elegeram as entidades para compor o Conselho Estadual de Juventude, no biênio 2012/2014. Das 34 entidades inscritas, 02 (duas) foram inabilitadas por não terem sede e foro no Estado de Goiás e 01 por ter seu correspondente estadual credenciado.

O Secretário Daniel Goulart, encaminhará expediente aos Secretários de Estado, para a composição do Poder Público. Terminado essa etapa, publica-se o nome ao Diário Oficial e o Governador Marconi Perillo, dará posse aos novos membros do Conselho, que elegerão sua nova mesa diretora.

Para o Superintende da Juventude, Leonardo Felipe a composição reflete a pluralidade de pensamento e ação dos jovens goianos. As entidades eleitas representam os setores: Empresariais, Religiosos, Estudantis, Conselhos de Classe, Trabalhadores Rurais, LGBTT, Escoteiros.

Foram eleitas as seguintes entidades:

MEMBROS EFETIVOS

  1. AJEAS – Casa da Juventude
  2. Associação dos Jovens Empreendedores e Empresários de Goiás
  3. Associação Goiana de Imprensa
  4. Associação Ipê Rosa
  5. Associação Juventude Social Democrata
  6. CREA JOVEM
  7. Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás
  8. Força Jovem Brasil
  9. Instituto Movimento & Ação
  10. Juventude do PSDB
  11. Ordem dos Advogados do Brasil
  12. PRB Jovem
  13. Renovação Carismática Católica
  14. União da Juventude Socialista
  15. União Estadual dos Estudantes

SUPLENTES ATIVOS

  1. Grupo Oxumaré Direitos Humanos e Homossexualidade
  2. Juventude Progressista de Goiás
  3. Juventude do Partido dos Trabalhadores
  4. União Goiana dos Estudantes Secundaristas
  5. FIEG
  6. União dos Escoteiros do Brasil

quinta-feira, 22 de março de 2012

FSP: Sexo e vergonha, por CONTARDO CALLIGARIS


Índice geral
São Paulo, quinta-feira, 22 de março de 2012Ilustrada
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CONTARDO CALLIGARIS

Sexo e vergonha

Os que consideramos maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente

IMAGINE ALGUÉM que acaba sua noite com um sexo rápido e intenso, em pé, embaixo de uma ponte, e eis que, uma vez em casa, ele entra na internet e transa virtualmente com uma stripper de site on-line.

Não há gozo que lhe baste: sempre sobra a vontade de mais uma vez, mesmo que seja se masturbando com esforço. Outra noite, depois de ter brincado pesado com uma moça num bar, ele se pega com um cara no labirinto de uma boate gay: na procura por mais sexo, vale tudo.

Mas cada rosa tem seus espinhos. O disco rígido do nosso jovem está repleto de pornografia, até no computador do escritório -o que é arriscado. E, sobretudo, ele está aflito: a vergonha o leva a jogar fora (periodicamente) os apetrechos de sua sexualidade fantasiosa, e ele sente culpa de não conseguir ser o irmão, o amigo -e, quem sabe, o namorado- que ele talvez gostasse de ser.

Se esse alguém pedir ajuda a um terapeuta, alguns colegas tirarão da manga o "diagnóstico" de sexo-dependência ("sexual addiction") e proporão o programa em 12 passos (ensinado nas especializações em sexo-dependência), para que o indivíduo aprenda a se controlar e a renunciar, ao menos em parte, ao sexo, que teria se tornado, para ele, uma espécie de droga.

Mesmo sem acreditar nos 12 passos, outros colegas concordarão com o diagnóstico e simpatizarão com o "óbvio" sofrimento do "sexo-dependente" -afinal, eles imaginarão, essa prática endemoniada do sexo "deve", no mínimo, aviltar o indivíduo aos seus próprios olhos.

Outros colegas ainda (e eu com eles), ao receber o pedido de ajuda de um suposto sexo-dependente, reagiriam de maneira diferente: não se preocupariam nem com as fantasias, nem com as práticas sexuais do paciente, mas com a culpa e a vergonha que as acompanham.

Eu também anunciaria ao paciente que não sei (ninguém sabe) disciplinar o desejo sexual; só posso, se ele quiser, tentar disciplinar a culpa e a vergonha que azucrinam sua vida e estragam seus prazeres.

Quem viu "Shame" (vergonha), de Steve McQueen, percebeu que nosso paciente hipotético se parece com o protagonista do filme.

Em cartaz desde sexta passada, "Shame" é, ao mesmo tempo, ousado e careta. Ousado, pelo retrato da procura sexual do protagonista (muitos, sem dúvida, se reconhecerão), e careta, porque essa procura parece ser necessariamente doentia, culpada e vergonhosa.

Concordo com Cássio Starling ("Ilustrada" de 16/3): o filme é ótimo, mas discordo do destaque do artigo, segundo o qual "McQueen foge do moralismo ao abordar a compulsão por sexo". Quem enxerga o desejo sexual do outro como uma patologia é sempre moralista. Em matéria de sexo, patologizar é o jeito moderno de estigmatizar e policiar (conselho: fuja de parceiros que acham você "doente").

McQueen (na mesma "Ilustrada") declarou que o negócio dele é desafiar as pessoas. Ora, apresentar um obcecado por sexo como um doente que sofre de vergonha e culpa, isso não é desafio algum -ao contrário, é a confirmação de um lugar-comum.

Um lugar-comum confirmado por psiquiatria e psicologia? Nem isso.

Certo, desde o século retrasado, a psiquiatria e a psicologia são regularmente chamadas a substituir a religião, que (digamos assim) cansou de ser a grande ordenadora e controladora do comportamento humano. No caso, a ideia da "sexo-dependência" surgiu nos anos 1970 -provavelmente, como reação contra o interesse "excessivo" pelo sexo durante a dita liberação sexual dos anos 1960.

Mas, sentindo talvez o bafo do moralismo, muitos psiquiatras e a psicólogos receberam essa categoria diagnóstica com desconfiança. Quem a adotou e promoveu foram a imprensa e o grande público (e isso bastou para que surgisse uma pequena indústria de clínicas, programas universitários etc.). Mas por quê, então, esse sucesso popular da "sexo-dependência", na qual McQueen parece acreditar?

Apenas uma constatação: a associação de sexo com vergonha e culpa é um bordão cultural muito antigo, no qual somos convidados a acreditar por todo tipo de poder. A exigência de domesticar o desejo sexual parece ser, aos olhos de todos, um pré-requisito básico de qualquer ordem social.

Além disso, há a eterna inveja dos reprimidos: como dizia Alfred Kinsey, em regra, os que consideramos doentes e maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente.

ccalligari@uol.com.br
@ccalligaris

domingo, 18 de março de 2012

Liberdade quando?

  • Liberdade quando?

    Nos últimos dias alguém com o nome de Cícero Diniz Vasconcelos têm usado a liberdade tão boa dos sites de relacionamento com difamação e injuria a várias pessoas, entre elas Marco Aurélio de Oliveira que conheço a mais de 15 anos. O Cícero demonstra insatisfação com algo, parece uma crise de birra, do tipo. Eu quero? Eu quero? Senão eu rasgo e eu quebro.

    Mas pelo teor de suas palavras qualquer pessoa ponderada consegue ver que se trata de alguém que reproduz em si as dificuldades humanas tão comuns em nossa sociedade entre elas, a arrogância. O que me ofendeu de forma direta esta no parágrafo abaixo copiado e colado aqui, cita:

    “Marco Aurélio e uma pessoa tão séria que sempre e barrado em subir nos trio elétricos nas paradas por causa da sua maneira de vestir pelado com uma corda no rabo, foi proibido de usar o microfone na parada de Jataí por causa da sua falta de postura.- Cícero Diniz Vasconcelos e os que ele reproduz

    Rogo encarecidamente para que alguém que seja amigo desse Cícero e que tenha a confiança do mesmo o ajude, converse com ele, para que ele mantenha a dignidade. Em Goiânia, época que não existia parada Marco Aurélio já lutava juntamente com outros. Marco foi o primeiro gay assumido a candidatar-se a vereador em Goiânia. Vamos respeitar os que nos antecede e conquistou um espaço político não só no nosso estado de Goiás mais em todo Brasil. Se Marco Aurélio fosse envolvido com as mazelas da política provavelmente estaria rico. Ele escolheu sempre defender o direito, até daqueles que nunca reconheceram seus trabalhos prestados, à liberdade. Não podemos perder nossas referências, mesmo que não concordamos com elas. Eu me lembro de ver o Marco dormir e usar a bandeira do arco-íres como coberto, andar Goiânia inteira a pé militando e fazendo prevenção.

    Queridos e queridas que sentem na pele a discriminação dessa sociedade hipócrita, sabemos que essa sociedade aceita muito bem as “bichas” que fazem de tudo para receber migalhas de suas mesas sendo comportados e decentes aos olhos deles, e os trata como coitadinhos e doentes. Admiro o Marco que se mostra a frente do nosso tempo e rasga varias convenções sociais. Não tem burocracia nem cara feia que impeça ele entrar e sair da Sede do Governo Municipal, do estadual, do nacional e suas secretarias, dos sindicatos, das associações, das faculdades, dos centros religiosos, dos presídios, das delegacias etc., Garanto que a maioria não o reconhece mais no futuro estarão dando a ele um pouco das honras que merece, na tentativa de tirar proveito de sua biografia, esse é a mal que a repreensão produz dentro de nossa própria luta, não reconhecemos os que nós considera, os que respeitam a nossa liberdade e tem disponibilizado suas vidas para a coletividade.

    Sugiro a todos e todas sairmos pelados e peladas pelas ruas de Goiânia na próxima parada para chamar atenção do Mundo pela opressão que sentimos em Goiás, oito mil pessoas; mulheres, homens, travestis e crianças de todas as cores, todas as raças, todas as idades, a maioria fora dos padrões de beleza padronizados pela sociedade, mas seres humanos completos, nus, pelados, despidos como todos nascemos mostrando que isso não fere ninguém, o que agride e a fome, a proibição de amar quem queremos e a desigualdade social desse mundo, a guerra, a opressão religiosa de Goiás até o oriente médio. Nossos corpos expostos não trariam desgraça, fome e nem morte. Já os atos tomados por pessoas “bem vestidas” têm trazido muitas desgraças ao mundo com seus códigos de posturas.

    Já que não conseguimos nos despir das hipocrisias, vamos galantear em vida aqueles que têm coragem de enfrentar a opressão mesmo que para isso tenha que gritar. – RESPEITE A MINHA LIBERDADE DE VIVER E APRESENTAR-ME DO JEITO QUE EU QUISER, E NÃO DENTRO DOS SEUS PADRÕES.

    Se esses que hoje usufrui da liberdade conquistada pelos “loucos (as)” procurar conhecer a história dos militantes homossexuais dariam mais valor a eles do que há seus erros nessa caminhada árdua. Brigando para conseguir um titulo em um conselho? Queridos, vamos pra rua fazer trabalho político, vamos estuda formas de combater aqueles que nos oprimem. Marco e outros muitos não precisam de títulos, pois eles corajosamente têm em seu Ser a representação de sim mesmo e da LIBERDADE.

    Quando teremos posse de nosso corpo? Quando não iremos mais precisar de roupas estipuladas pela moda para sentir-se respeitados? Quando iremos abrir mão de nosso conforto para ter a nossa liberdade? Eu, o que posso dizer agora é – Obrigado Marco Aurélio de Oliveira, filho de Noé Guedes de Oliveira e Adi Ferreira de Oliveira, por ter se mostrado assim, como diz Cícero Diniz Vasconcelos na intenção de ofendê-lo, pelado com uma corda no rabo. Obrigado por tudo que você representa; a mulher que não pode andar sem blusa, o gordo que tem que usar preto para parecer mais magro, o negro que não tem orgulho de sua cor, o baixo que precisa de salto para ficar mais alto, o alto que anda dobrado para parecer mais baixo, aos que sofrem fazendo cirurgia para ficar com os peitos maiores a bunda mais levantada e os são pobres mais precisam se mostra ricos. Você mostra-se à recriminação e às suas vitimas que já internalizaram e reproduz o veto a liberdade com códigos de posturas, dono de si mesmo. Chegara o dia que Jataí sentira vergonha daquele ou daquela que impediu a liberdade de seu Ser que se mostrou em um corpo livre. E você por não cobrir-se com os trapos incultos da sociedade, oferecidos em troca de sua liberdade, não subiu no trio elétrico e nem falou em um microfone, mas não tomaram seu corpo livre e perderam aqueles que não ouviram sua voz à defendê-los, juntando-se ao que os agridem.

    Marco Aurélio será maravilhoso e livre o dia que não sujeitarão você a usar uma corda no rabo, e assim você andará despido e será protegido, pela tão almejada liberdade. E no Museu Liberdade terá uma corda lembrando a opressão que lhe submeteram essa sociedade.

    No dia que todos (as) sentirmos ofendido com a tirada de liberdade do outro e movimentarmos para garantir-lhe liberdade, estaremos construindo a nossa liberdade.

    Marcos Dantas de Souza

    Goiânia 17 de março de 12